En_costas nuas
A noite serpent_ teia ilhas
O crime...a carne...a bala perdida
O descrente bebe a realidade
E tomba em seus pedaços
Refletidos no copo
Estilhaços de corpo bóiam
[Haverá ainda uma alma?]
Embriagada a lucidez
O homem
Estranha-se
Entranha-se
E em transe
Bebe goles de ilusão
E na boca de uma mulher
[Tão estrangeira quanto ele]
Jorra os rios do seu interior...
Ala[r]gados no invisível que trança o destino
Agora são dois barcos costurando o mar
No sertão de cada um
Da secura dos olhos brotam oásis
Da miragem, um mirante ...
(RaiBlue)
Autoria
RaiBlue
Detalhes
Poema: Da miragem, um mirante...
...
"A gente sai do sertão é entrando por ele adentro... Quanto mais ando, querendo pessoas, parece que entro mais no sozinho do vago..." viver é muito perigoso..."
Guimarães Rosa.
Licença
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