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jessebarbosa26 - colaborações publicadas
Salvador, BA
31 colaborações
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Banco - E A CHUVA SE DERRAMA...
6/5/2010 00:12 · 34 votos · 7 comentários




E a chuva cai como gotículas...
E a chuva cai enfurecida...
E a chuva cai carcomendo o asfalto...
E a chuva cai emitindo sons vociferados...
E a chuva cai liquefazendo ravinas...
E a chuva cai apagando sonhos e orgânicas lamparinas emotivas...


E a chuva cai Hanseníase...
E a chuva cai Leptospirose...
E...
Banco - A LIRA DA MELANCOLIA
15/4/2010 22:13 · 20 votos · 3 comentários




Cantarei neste poema a melancolia:
Um dia testemunhei artífices da terra
Resignarem-se a uma vida sem estrelas e luzernas.


Cantarei neste poema a melancolia:
Os dias e as noites amanheciam,
Mas continuava a tangê-los
A valsa da desvalia, do exíguo vento.


Cantarei neste poema a melancolia:
Nada de seu tinham
A não ser um vácuo cavalgando por...
Banco - ÉDEN DA ESPERANÇA
12/4/2010 17:07 · 22 votos · 5 comentários




Olho de soslaio
Para o vácuo,
Impresso sobre o azulino céu diáfano:


Sinto a realeza das nuvens
Afagar a retina dos pensamentos,
Anteriormente atrelados
Á rede de pesca do marasmo.


A Imagética que esta nave
De espessas teias albinas suscita
Leva a imaginação além das mentais fronteiras conhecidas,
Quais --- pseudamente --- circunscrevem...
Banco - A LIRA DO ALBATROZ
3/4/2010 19:09 · 21 votos · 2 comentários




O albatroz albatroza...
O albatroz albaflora...
O albatroz albavoa...
O albatroz albagoza...
O albatroz albacaça...
O albatroz albamata...
O albatroz, a albarrara:
O albatroz ama somente uma única alma!


O albatroz albamedra...
O albatroz albaimpera...
O albatroz albavela...
O albatroz, a albafera:
O albatroz --- pelo azul da atmosfera...
Banco - UTOPIA MOVEDIÇA
26/3/2010 16:12 · 32 votos · 3 comentários



Eu quisera um reino de girassóis:
A semeadura da labuta e sonhos
Colhendo o pólen do amanhã.


Eu quisera um reino de girassóis:
Contudo, de inicio, descobri
Ser necessário me despir
Da aura do voo do albatroz,


Pois a empreitada da Esperança
E de se fazer eterno Verão, Primavera, Bonança
Demanda a ação coesa, compacta
Do voar dos pássaros em revoada.


Eu...
Banco - TERRA-MATRIZ
18/3/2010 23:28 · 33 votos · 3 comentários




Horizontes de padecimento e migalha
Cobrem de ferrugem
A usina da esperança incendiária:


As progressivas nuvens corpulentas do abandono
--- ao derramar a ácida peçonha do sepulcro do sonho
Sobre a equatorial e atlântica Nação-Melanina,
Muito embora não consiga secar, de todo, o córrego da alegria ---
Entorpece-lhe o sangue da autoestima....
Banco - A CAMINHO DA QUEDA
15/3/2010 23:27 · 32 votos · 3 comentários



O abismo abscondido nos pensamentos
Engole a força de vontade,
Os vocábulos, a torrente dos caleidoscópicos sentimentos:
Tingidos de malsã calmaria e selvagens arrebóis de placebo!


O abismo formatando-se como pirâmide-metástase
Amaldiçoa, contamina, animaliza e escalavra
Toda a sociedade, que hasteia a bandeira
De espécie dos primatas mais augusta...
Banco - TOADA DO REMANSO NA TEMPESTADE
21/2/2010 20:57 · 33 votos · 5 comentários


I

A marola do tempo
Faz suas vítimas.

A marola do tempo
Naufraga a fome dos idealistas.

A marola do tempo
Cancera a esperança.

A marola do tempo
Dirime a soma.

A marola do tempo
Desdenha a partilha e a janta.

A marola do tempo
Entorpece a vontade que se agiganta.


II

A marola do tempo
É um fermento de fel recrudescendo.

A marola...
Banco - ODE AO ITABIRANO CARLOS
15/2/2010 17:23 · 22 votos · 5 comentários

Poetar mineiramente
Poetar com a simplicidade eloquente
Poetar de pensamento solto
Poetar parindo a ROSA DO POVO.


Poetar o estar no mundo
Poetar reverenciando O ADORÁVEL VAGABUNDO
Poetar fazendo verso com o substantivo próprio RAIMUNDO.


Poetar AS MÃOS DADAS
Poetar A ROSA E A NÁUSEA
Poetar o quão é funda a angústia
Poetar a consciência...
Banco - OCEANOS VERMELHOS
11/1/2010 20:13 · 20 votos · 2 comentários





A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Como sangra também
A gigantesca cordilheira das lembranças.



A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Sangrando além o amor, os sonhos
E a pujança da relutância.



A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Jorrando o vermelho da vida
Qual escapa das alamedas...
Banco - COM O ONTEM AINDA DIURNO NA MEMÓRIA
11/8/2009 16:04 · 40 votos · 1 comentário


Ouço barulho de mar ali ao longe:
Ele é a ressonância duma saudade insone.


O mar --- ao ler manhãs ---
Aquece sobejadamente a alma,
Por dissabores, desenganos, amargura, flagelos e chagas,
Integralmente lancinada.


As imagens que suscitam a extática contemplação
Orvalham um sinestético mosaico
De orgânicas paisagens,
Ancoradas no pleno afã de orgasmos...
Banco - OS FILHOS DA AVE RENASCIDA DAS CINZAS
2/8/2009 18:00 · 76 votos · 4 comentários


Fôssemos Gaia,
Mandávamos chuva pra elidir a secura.


Fôssemos Gaia,
fazíamos a partilha por igual das terras.


Fôssemos Gaia,
Não daixávamos o povo migrar do campo
Rumo ás favelas.


Fôssemos Gaia,
Tornávamos o Sertão
No mais caudaloso mar exuberante do Atlântico.


Fôssemos Gaia,
Retalhávamos os devotos da Nordestina Desgraça
Com a poderosa...
Banco - POEMA AQUÉM DA POROSIDADE
26/7/2009 04:42 · 55 votos · 6 comentários
POEMA AQUÉM DA POROSIDADE



Meu olhar queda retrátil
Quando sorvido pelo silêncio
Do pensar largo.


Meu fazer nem graceja:
Seu sorriso é cênico
E sorumbático: tem sabor de Mastruz com Carqueja!


Minha jocosa verve
Chora quando readquire
A tez, o sumo
Do deserto e do cabaço.


Então o poema
Nem sangra, nem mija, nem filma, nem escarra,...
Banco - HEMORRAGIA DA ESPERANÇA
25/6/2009 17:36 · 37 votos · 4 comentários
(INSPIRADO PELO FILME BAIXIO DAS BESTAS)


Mulher-coisa
Mulher á venda
Mulher-nada
Mulher com a sua dignidade sangrada
Mulher-carne
Mulher que anda sempre ao largo do direito á privacidade
Mulher alugada á alheia sofreguidão selvagem
Mulher-propriedade
Mulher-objeto
Mulher-sexo
Mulher sujeitada á tirania da demanda
Mulher expulsa do...
Banco - O PRANTO DA ESTRELA DE FOGO
21/6/2009 23:05 · 28 votos · 3 comentários




O Sol, que nos ilumina
E magnanimamente nos vivifica,
Verte dos olhos oceanos da mais funda dolência:


As guerras e a busca por realeza suprema
Tornam mármore os homens. Oprimindo
A Natureza, transformam-Na no mais furioso Estadão equânime!


Monarca-mor dos estafetas
Da mais sábia e feérica Felicidade, Grandeza,
O Sol, Fonte da mais...
Banco - O MIRANTE DO DESABROCHAR PRECOCE
14/6/2009 16:07 · 30 votos · 2 comentários




Ao descerrar a janela do meu quarto,
Contemplo a paisagem do quintal de casa:
Compleição bucólica em que predomina
Uma atmosfera que cintila ao sol da manhã de crisálida.


Aqui, parece que a alvorada
Se despede mais cedo:
Entrega-se ao arrebate do fogo heliocêntrico
Quando o dia jaz ainda sob o aconchego do leito.


Passados...
Banco - PAISAGEM SEM PLUMAS
12/6/2009 07:48 · 35 votos · 3 comentários



Sinto o olor de uma matilha no encalço do Girassol:
A sequidão por soçobrá-lo é tamanha
Que a canina imagem faminta e ferina
Qual se forma na fonte da minha espiritual retina,
Apesar de intangível por a saber ainda bem longínqua,
Penetra-me na verve como dantesco voraz raio-trovão
E me lancina atrozmente a razão.


No entanto,
O Girassol...
Banco - BAGAGEM, CREPÚSCULO E O DESCONHECIDO
6/6/2009 18:32 · 26 votos · 3 comentários




Tenho cãs nos olhos:
A noção de fugacidade da vida
Arrebata-me pouco depois que saio
Do aminiótico aquário no qual, por meses, residira.


Guardo, dentro das narinas,
O eflúvio da fumaça assassina:
Meu olhar é tragado
Pela viscosa pemeabilidade


Que floresce das vielas
Onde mora o desdém á prosperidade dos desvalidos Girassóis:
Então,...
Banco - DESCONSTRUÇÃO
24/5/2009 19:47 · 36 votos · 3 comentários





Imerso no magnetismo do colchão,
Perco-me numa neblina de sonhos, miragens e vãs divagações.
Quando acordo,
Possuo apenas um poema


De índole vácua:
E sua teia é navalha
Que o corcel da mente escalavra,
Lancina e mata.


Seu legado é o soçobrar do fluído verbo.
Seu legado é a afasia do produtivo fazer poético.
Seu legado é a elisão...
Banco - A JORNADA PARA O HAVEN DO NIILISM
25/4/2009 13:31 · 115 votos · 3 comentários



Rastros de manhã perdida
Pavimentam o caminho:
Sinto --- no gozo que não se torna exequível ---
O naufrágio dos oníricos sentidos.


Em seguida, como se entrasse o Equilíbrio
Num definitivo estado de suspensão,
A Balança de Libra pende
Para o indômito viés da fúria


Muda e eunuca
Uma vez que as pessoas que sonham horizontais...
colaborações localizadas 1 a 20 de 31
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