As pessoas e seus giros
volúpias helicoidais de solidão
lúpulo, quádruplo sentido
de alguém que observa, furtivo
os lobos, os pastores e os cegos.
As pessoas e seus bailados
troantes, tintos, valsando
em ecos de jenipapo ferido
em traços de pedra-sândalo
cones de pensamentos vãos
sonolentos voos noturnos.
As pessoas rodopiam
os mamíferos sedentos somos nós
que sugamos o seio-fátuo
que sangramos a ave vã
tentativa desesperada de ser
em tempo integral
tragados pela maçã
sem ter o ser expulso,
por isso, as pessoas giram.
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