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Diga-me - doc
 
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ana lyra, Torres (RS) · 3/3/2010 · 32 votos · 3
Diga-me!
Óh água fria que meu corpo banha
diga-me o porquê da sanha
abjeta que me entorta a meta
cega-me à luz que quer iluminar.

Diga-me o porquê da necessidade
que me faz lúdica e triste
porque a espada em riste?
sempre pronta a decepar

Elucida-me este castrar cotidiano
que faz-me ser humano
a sobreviver e respirar.

Fala-me da mó que esmaga o coração:
"Da vida apenas o pão".

Triste sina assassina
mata meu pobre sonhar.


Diga-me da vida:
Que é um ser que não sabe amar?


tags: literatura


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Ana Lyra, Um Belo Poema! Gostei Muito; Especialmente das Três Últimas Estrofes. Um Beijo! Jorge X

Jorge Xerxes · São José dos Campos (SP) · 3/3/2010 15:04
Ana, que doce mistério essa poesia revela. Linda! Votado.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 3/3/2010 22:57
Ana Lyra,Um questionar profundo em fortes versos.Votado.Abs

Betusko · São Paulo (SP) · 5/3/2010 14:24
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