Diga-me!
Óh água fria que meu corpo banha
diga-me o porquê da sanha
abjeta que me entorta a meta
cega-me à luz que quer iluminar.
Diga-me o porquê da necessidade
que me faz lúdica e triste
porque a espada em riste?
sempre pronta a decepar
Elucida-me este castrar cotidiano
que faz-me ser humano
a sobreviver e respirar.
Fala-me da mó que esmaga o coração:
"Da vida apenas o pão".
Triste sina assassina
mata meu pobre sonhar.
Diga-me da vida:
Que é um ser que não sabe amar?
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