Se Deus chora pelas estrelas, por quem choraria o poeta? Por nós, os mortais. Somos as lágrimas dele. Ele nos carrega, somos seu fardo. Por ele existimos, e só por ele morremos. Estrelas são astros, que, somente pelo poder da poesia, podem se aproximar de nós. Elas podem até estar distantes, mas, pela "loucura" do poeta, achegam-se e se aconchegam, ficam por aqui, bem pertinhas de nós. Angel Cabeza me surpreende e comove com esses quatro poemas, centelhas, lágrimas, chuva, meteoros, não apenas aparições brilhantes e efêmeras, mas vida/morte/ressurreição, andaimes a consolidar novas construções poéticas. Esse Angel, de poesia, entende. Gosto disso. Certamente, que, por isso, ainda nos dará muitas estrelas. Boas estrelas. Parabéns e muito obrigado.
Américo Leal · Paragominas (PA) · 24/11/2009 14:01