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Cordel: do sertão nordestino à contemporaneidade da Internet
 
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gustavodourado, Brasília (DF) · 20/3/2009 · 281 votos · 40
Roberley Antônio
Gustavo Dourado lança cordel no Carpe Diem em Brasília
por Gustavo Dourado*

Os Doze Pares de França, O Pavão Misterioso, Juvenal e o Dragão, Donzela Teodora, Imperatriz Porcina, Princesa Magalona, Roberto do Diabo, Côco Verde e Melancia, João de Calais, O Cachorro dos Mortos, A Chegada de Lampião no Inferno, Viagem a São Saruê…São livros do povo(alicerçado no pensamento do mestre Luís da Câmara Cascudo e deste poeta cordelista).Fontes da Poesia Popular do Nordeste do Brasil.Quintessências da Literatura de Cordel.

Origens do cordel

Cordel. Vem de corda, cordão, cordial, toca o coração. Os folhetos eram expostos em cordões, lençois, esteiras, nas feiras, praças, portas das igrejas, bancas e nos mercados. Literatura de cordel, poesia de cordel, romance, folheto(s), arrecifes, abcs, “folhas volantes” ou “folhas soltas”, ”littèratue de colportage”, ”cocks” ou “catchpennies”, “broadsiddes”, “hojas” e “corridos”… São nomes que a poesia popular recebeu ao longo do tempo, na Europa e nos países latino-americanos.

No Brasil, o termo cordel se consagrou como sinônimo de poesia popular. O cordel apresenta-se em narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, em folhetos de época ou “acontecidos”.

As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval.Tem suas bases na França (Provença), do século XI e posteriormente na Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil Colônia com os portugueses, depois incorporou a poética nativa do índio, a criatividade e o ritmo da poesia do negro e dos vaqueiros e tropeiros (o aboio). Tornou-se um ritmo sertanejo-tropical, integrando-se a outros ritmos como o baião, o xote, o xaxado e o forró. Ganhou uma característica especial com o advento da xilogravura, na ilustração das capas de milhares de folhetos.

Polêmica e complexidade dos ciclos temáticos.

Os principais temas e ciclos do cordel(minha classificação) abordam vários assuntos: abcs; religiosidade; costumes; romances; história; heroísmo (façanhas); cavalaria (vaqueiros, bois, cavaleiros, tropeiros); valores, moral e ética; atualidades; circunstâncias; fatos e acontecidos; sociais e noticiosos, louvações; fantasias (fantástico, maravilhoso); profecias, apocalipse e fim do mundo; biografias e personalidades; poder, estado e governo; política e corrupção; exemplos; intempéries e fenômenos da natureza (secas, inundações, maremotos, terremotos etc); crimes; coronelismo; cangaço, valentia, banditismo e jagunçagem (Lampião, Maria Bonita, Antônio Silvino, Corisco e Dadá, Sinhô Pereira, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira); Padre Cícero (O Santo do Juazeiro); Frei Damião; Getúlio Vargas(Estado Novo, conquistas trabalhistas); Antônio Conselheiro (Canudos); Coluna Prestes e Revoltosos; Juscelino Kubitschek (construção de Brasília); Lula; televisão e cinema; ciência e tecnologia; Internet; crítica e sátira; humor, obscenidade,putaria e sacanagem (pornocordel); terrorismo (atentados) e guerras; modernidade e contemporaneidade; desafios, cantorias e pelejas, entre outros menos conhecidos e ainda não catalogados etc.

Classificação dos ciclos temáticos do cordel, por Ariano Suassuna:

1) “Ciclo heróico, trágico e épico;
2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso;
3) Ciclo religioso e de moralidades;
4) Ciclo cômico, satírico e picaresco;
5) Ciclo histórico e circunstancial;
6) Ciclo de amor e de fidelidade;
7) Ciclo erótico e obsceno;
8) Ciclo político e social;
9) Ciclo de pelejas e desafios.”

Mitologia e Trovadorismo

A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil (ultrapassou cem mil títulos publicados, segundo Joseph Luyten), tem suas origens ocidentais e pré-medievais,no universo poético de Provença, França, com os trovadores albigens (com destaque para Arnaud Daniel, Bertran de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud Daurenga).

Entre os trovadores portugueses, precursores da Literatura de Cordel e do Repente, vêm-me à memória Martim Soares e Paio Soares de Taiverós, além dos célebres reis-trovadores Dom Diniz e Dom Duarte.As influências sobre o cordel e a poesia popular contemporânea são multidiversas: desde a poesia mesopotâmica árabe-fenício-semítica, mediterrânea, hindu e persa, à poética egípcio - caldaica – hebréia – greco - latina e afro - indígena

Não se pode esquecer a influência bíblica (Salmos de Davi, Provérbios de Salomão, Cântico dos Cânticos, Apocalipse), do Lunário Perpétuo, enciclopédias, dicionários, almanaques, dos grandes livros religiosos e belos cânticos de todos os tempos, presentes nas diversas civilizações ao longo do processo histórico.

Os chineses e indianos devem ter tido significativa influência nas origens e desenvolvimento da poesia popular, por sua antigüidade e por tantos escritos primordiais como os Vedas, Gita, Upanishads, Mahabarata, Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão – Te - King, via Confúcio, Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros sábios do velho e mágico Oriente, tão incompreendido pela cultura ocidental.

Percurso ibérico

A Poesia de Cordel demonstra a sua força e pujança na expressão ibero-lusitana - afro - brasilíndia e galego - castelã… Sem esquecer da verve provençal e italiana (latina). Os romanos com suas epopéias fecundaram a semente da poesia ocidental, herdada dos gregos, etruscos, celtas, gauleses, bretões, normandos, nórdicos e dos povos bárbaros da antiga Europa, Ásia e África.

Foi nesse espaço mitológico que surgiu a poética mágica de Dante e a verve inventiva do mestre Leonardo da Vinci e dos grandes artistas italianos. Entretanto, foi na Espanha de Quevedo e Cervantes(Quixote) e em Portugal de Pessoa, Camões e Gil Vicente, que o cordel ganhou feição popular e postura lítero-poética.

É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma histórica, principalmente a partir dos Doze Pares da França(que retrata os tempos do Imperador Carlos Magno), das gestas e epopéias, dos bardos, apodos, Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri e por toda a tradição popular da oralidade greco-latina-ibero-lusitana.

Presença no Brasil

Os trovadores foram os principais precursores e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa, principalmente no Nordeste do Brasil, a partir de Salvador-Bahia, dos portos marítimos e do Rio São Francisco, até chegar em Campina Grande, Caruaru e Juazeiro do Norte, onde criou raízes e imortalizou-se na verve dos poetas cordelistas e cantadores repentistas.

Não se pode esquecer o papel do boi(ciclo do gado), dos bandeirantes, dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, do negro (batuque, orixás, terreiros, candomblé), dos índios, caboclos, mamelucos, cafusos, mulatos, garimpeiros, aventureiros, lavradores, vaqueiros e tropeiros: disseminadores de costumes, falas e dialetos pelo vasto Sertão, da poesia regional e universal. Os poetas cantam a sua aldeia e desencantam os universos.

A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Rabelais, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves Dias, Cervantes, José de Alencar, Tobias Barreto, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira, além da contribuição incomensurável dos trovadores provençais e do romanceiro medieval.

Pesquisa, influências e confluências

O cordel ganhou o mundo por meio do estudo, pesquisa e divulgação de mestres, leitores, amantes e pesquisadores da cultura popular, nomes como: Luís da Câmara Cascudo, Leonardo Mota, Manuel Diégues Jr, Ariano Suassuna, Rodrigues de Carvalho, Gustavo Barroso, Átila de Almeida, José Alves Sobrinho, Manoel Florentino Duarte, Rogaciano Leite, Jorge Amado, Glauber Rocha(pai do Cinema Novo), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina), Rachel de Queiroz (O Quinze), José Américo de Almeida (A Bagaceira), José Lins do Rego (Fogo Morto), Graciliano Ramos (Vidas Secas), Mário de Andrade (Macunaíma), Sebastião Nunes Batista, Veríssimo de Melo, Sílvio Romero, Tobias Barreto, Vicente Salles, Alceu Maynard, Cavalcanti Proença, Roberto Benjamin, Carlos Alberto Azevedo, Hernâni Donato, Liêdo Maranhão de Souza, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Américo Pellegrini Filho, Jerusa Pires Ferreira, Sebastião Vila Nova, Ruth Brito Lemos, Gilmar de Carvalho,Raymond Cantel, Joseph Luyten, Mark Curran, Paul Zumthor, Candace Slater, Ria Lemaire, Silvie Raynal, Silvie Debs, Martine Kunz, Ronald Daus,Silvano Peloso, Zé Ramalho, Soares Feitosa (Jornal de Poesia), Ribamar Lopes, José Erivan Bezerra de Oliveira, Fausto Neto,Teófilo Braga, J. de Figueiredo Filho, Eduardo Diatahy de Menzes, Francisca Neuma Fechine Borges, Antônio Augusto Arantes, Ruth Brito, Maria de Fátima Coutinho, Rodrigo Apolinário (CordelCampina), Maria Edileuza Borges, Alda Maria Siqueira Campos, Alícia Mitika Koshiyama, Maristela Barbosa de Mendonça, Mª José F. Londres, Patrícia Araújo, Doralice Alves de Queiroz, Esmeralda Batista, Viviane de Melo Resende, Márcia Abreu, Assis Ângelo, A.M Galvão, V.M Resende,Shirlley Guerra, Maria Julita Nunes e tantos outros destaques do mundo culturaliterário.

Renomados criadores das artes e da literatura brasileira foram influenciados pelo cordel. Saliento os principais que me recordo: Ariano Suassuna, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Dias Gomes, João Ubaldo Ribeiro, Orígenes Lessa, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Freire, José Nêumane Pinto e tantos outros criadores significativos.

Na música, além de Villa-Lobos, a presença do cordel é marcante em Luiz Gonzaga, Elomar, Zé Ramalho, Raul Seixas, Antônio Nóbrega, Quinteto Violado, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Xangai, Fagner, Elba Ramalho, Belchior, Caçulinha, Mário Zan, Zeca Baleiro, Lenine, Chico Science, Chico César, Amelhinha, Juraíldes da Luz, Chico Buarque, Geraldo Vandré, João do Vale, Jackson do Pandeiro, Jorge Mautner, Tom Zé, Dominguinhos, Oswaldinho, Clodo, Climério e Clésio (Os Irmãos Ferreira do São Piauí e de Brasília), Sivuca, Zé Gonzaga, Marinês, Hemeto Paschoal, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa, Ary Barroso, Vital Farias, Genival Lacerda, Diana Pequeno, Roberto Correia, NandoCordel, Cordel do Fogo Encantado, Castanha e Caju, Cegas de Campina Grande, Jorge Antunes, Anand Rao, Argemiro Neto, Genésio Tocantins, Paulinho Pedra Azul, Beirão, Waldonys, Robertinho do Acordeon,Zé Calixto, Arlindo dos Oito Baixos, Gérson Filho, Pedro Sertanejo, Furinchu, Chiquinho do Acordeon, Torquato Neto, Capinan, Pessoal do Ceará, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Maria Betânia, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, João Gilberto e Caetano Veloso. Só para lembrar alguns nomes expressivos. A lista é quilométrica.

Mitos e precursores

Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como o lendário “Zé Limeira”, fabuloso e fantástico Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e o inesquecível mestre Patativa do Assaré, da Triste Partida e tantas chegadas… Há ainda os semeadores Ugolino de Sabugi(primeiro cantador que se conhece), Nicandro Nunes da Costa, Silvino Pirauá, Germano da Lagoa, Romano da Mãe D´Água, Cego Aderaldo, Cego Oliveira, Zé da Luz, Fabião das Queimadas, Zé de Duquinha, Caraíba de Irecê, Otacílio e Lourival Batista, Ivanido Vilanova, Pinto do Monteiro, Pedro Bandeira, Raimundo Santa Helena, Oliveira de Panelas, Azulão, Rodolfo Coelho Cavalcante,Franklin Machado Nordestino e Cuíca de Santo Amaro. São símbolos que me vem de repente à memória.

Não posso esquecer de figuras mí(s)ticas do universo sertânico do cordel: Lampião, Maria Bonita, Corisco, Antônio Silvino, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira, Sinhô Pereira, Antônio das Mortes, os dragões da maldade, os santos guerreiros, beatos, jagunços, coronéis, cabras da peste, personagens glauberianos e cinematográficos…

Presença no Brasil: do sertão às grandes cidades

No Brasil, o cordel ganhou estatura poética na Região Nordeste do Brasil, pelas bandas do Polígono das Secas, Vale do São Francisco, Sertão do Cariri, dos Inhamuns, do Pajeú, Serra de Santana, Serra da Laranjeira, a mítica Serra do Teixeira(Olimpo da Poesia), Campina Grande(Capital do Cordel), João Pessoa,Vales do Jaguaribe, Parnaíba, Gurguéia; Chapada Diamantina, Chapada do Apodi,Serra da Borborema, Chapada do Corisco, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Crateús, Limoeiro, Recife/Olinda, Fortaleza, Salvador, Ibititá, Recife dos Cardosos, Lapão, Rochedo, Ibipeba, Canarana, Taguatinga, Águas Claras, Serra Talhada, Quixadá, Qixeramobim, Cabrobó, São José do Egito, Patos, Piancó, Umbuzeiro, Penedo, Aracaju, Oeiras, Picos, Imperatriz, Pedreiras, Catolé do Rocha, Monteiro, Sumé, Serra Branca, Bezerros, Surubim, Mossoró, Caicó, Aracati,Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Teixeira,Irecê/Jacobina, Barra, Morro do Chapéu, Bom Jesus da Lapa, Senhor do Bonfim,Uauá, Chorrochó, Maceió, Natal, São Luís, Cachoeira dos Índios, Terezina, Parnaíba, Belém, Ilhéus, Itabuna, Canindé, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Ingazeira, Quebrângulo, Santarém, Ipirá, Irará, Canudos, Monte Santo, Sertânia, Jequié, Vitória da Conquista, Ibititá, Canarana, Lapão, Recife dos Cardosos, Pirapora, Anápolis, Montes Claros, Rio, São Paulo,Campinas,Diadema,Brasília /Ceilândia/Taguatinga/Gama e pela vastidão das metrópoles, dos campos, fazendas, roças, lugarejos, povoados, arraiais, arrabaldes, vilas, vielas, pés de serra e cidadelas da caatinga e do agreste.
Francisco Chagas Batista publicou um folheto, no ano de 1902, em Campina Grande, que está catalogado na Casa de Rui Barbosa - no Rio de Janeiro. É registrado como o primeiro folheto de cordel brasileiro publicado. Muito outros anteriores, se perderam na poeira do tempo.

Caminhos e andanças

Por muitos desses caminhos andaram e foram lidos poemas dos vates - poetas fenomenais: O condoreiro Antônio Frederico de Castro Alves (uma espécie de precursor do cordel erudito e do improviso), Silvino Pirauá de Lima( o introdutor do folheto de cordel no Brasil, segundo Luís da Câmara Cascudo), Agostinho Nunes da Costa(um dos pais da poesia popular no Nordeste), Leandro Gomes de Barros(um dos principais cordelistas de todos os tempos, pioneiro-mor, publicou centenas de folhetos), Ugolino de Sabugi(primeiro cantador), Francisco Chagas Batista, Nicandro Nunes da Costa), Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Manoel Caetano, Manoel Cabeleira, Diniz Vitorino, João Benedito, José Duda, Antônio da Cruz, Joaquim Sem Fim, Manuel Vieira do Paraíso, Romano Elias da Paz, Manoel Tomás de Assis, José Adão Filho, Lindolfo Mesquita, Arinos de Belém, Antônio Apolinário de Souza, Laurindo Gomes Maciel, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, Expedito Sebastião da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende, Joaquim Batista de Sena, Gonçalo Ferreira da Silva, Teodoro Ferraz da Câmara, José Albano, João Ferreira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, Zé Mariano, Antônio Batista, José Alves Sobrinho, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Severino Ferreira, Augusto Laurindo Alves(Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro, João Martins de Athaide, Apolônio Alves dos Santos, José Costa Leite, Antônio Teodoro dos Santos, José Cavalcante Ferreira(Dila), Francisco Gustavo de Castro Dourado, Manoel Monteiro, Abraão Batista, J.Borges, Zé da Luz, Arievaldo e Klévisson Viana, Zé Soares, Zé Pacheco, João Lucas Evangelista, Amargedom, Joă;;;;o de Barros, Zé de Duquinha, Carolino Leobas, Elias Carvalho, Zé Maria de Fortaleza, Audifax Rios, Adalto Alcântara Monteiro, Cunha Neto, Francisco Queiroz, Ary Fausto Maia, Toni de Lima, Bráulio Tavares, Téo Azevedo, Stênio Diniz, Josealdo Rodrigues, Antônio Lucena, Geraldo Gonçalves de Alencar, Hélvia Callou, Edmilson Santini, Eugênio Dantas de Medeiros, Jomaci e Jandhuir Dantas, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Francisco Morojó, Pedro Osmar, Geraldo Emídio de Souza, Olegário Fernandes, Zé Antônio, Pedro Américo de Farias, Marcelo Soares, Jair Moraes, João Pedro Neto, Francisca Barrosa, Lourdes Ramalho, Tindinha Laurentino, Maria da Piedade Correia - Maria Diva Guiapuan Vieira, Vânia Diniz, Lilian Maial, Vânia Freitas, Cora Coralina, José Leocádio Bezerra, Antônio Barreto, Antônio Vieira,Bule-Bule,Gutemberg Santana, Jotacê Freitas, Leandro Tranquilino Pereira, Luar do Conselheiro, Maísa Miranda, Marco Haurélio, Sérgio Baialista e diversos nomes recorrentes no fantástico cosmos cordelista. Poetas significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel.

Cordel na Internet.

Amargedom, Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos(Mestre Egídio), Gonçalo Ferreira da Silva, Guaipuan Vieira, F.G C.Dourado, Jessier Quirino, Jandhuir Dantas, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo, Rubênio Marcelo, Varneci Nascimento, Marco Hurélio, Bráulio Tavares, Anastácia
Antônio Barreto, Antônio Vieira, Bule Bule, Luar do Conselheiro
Maisa Miranda, Marco Haurélio, Elber Mota, Franklin Maxado, Gustavo Dourado,Gutemberg Santana,Jotacê Freitas, Cárlisson Galdino,
Miguel Nascimento., Francisco Gustavo de Castro Dourado,
Lucarocas, Fernando Paixão, Compadre Lemos, Ismael Gaião, Mauro Machado,
Mestre José Pacheco,Valdir Oliveira, Maria Godelivie,José Augusto...(Todos os últimos citados são publicados constantemente na Internet). Divulgam seus trabalhos nas páginas da Web com relativa freqüencia e constantes atualizações.
O cordel tem presença constante no mundo virtual.Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet, temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro e composta por seleto quadro de acadêmicos de boa qualidade.
Há pouco surgiu um dos melhores sites sobre o Cordel na Internet: OCordel Campina, coordenado por Rodrigo Apolinário, em Campina Grande, Meca sertaneja da poesia popular e berço de célebres poetas e cantadores repentistas.

Resistência/Reexistência

O cordel resiste, reexiste, subsiste ,sobrevive, apesar das idiossincrasias, intempéries, dificuldades e antropofagias da Indústria cultural midiática, globalizante e da invasão cultural norte-americana…
São imprescindíveis a divulgação na mídia e na web, distribuição eficiente,abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamização do movimento da Poesia Popular Universal…
A Internet é um espaço primordial e dinamizador de nossa literatura popular.

Cordel no Planalto Central do Brasil.

Quem quiser conhecer um pouco sobre a poesia popular e apreciar a minha criação em cordel, visite:


www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/dd/ddpoe181.php
www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/dd/index.php
www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/literatura/poesia/poeregistra/2004/jun04.htm
www.gustavodourado.com.br/patriciaaraujo.htm
www.gustavodourado.com.br/CordelnaInternet.htm
http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=32
http://www.gargantadaserpente.com/cordel/
www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/
www.vaniadiniz.pro.br/realese_gustavo_dourado.htm
www.saladepoetas.eti.br/efigenia/amigos_homens/dourado.htm
www.viafanzine.yan.com.br/cordel.htm
www.se.df.gov.br/gcs/file.asp?id=3744
www.gustavodourado.com.br/Cordel%20e%20cinema.htm
http://cordel.zip.net

Veja também:

http://www.portaldocordel.com.br/cordelistaGustavoDourado.html
http://www.portaldocordel.com.br/downloads.html
www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/60machadoAssis.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/01tropicalia.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/30guimaraesRosa.pdf
http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/04JorgeAmado.pdf
http://www.jornalismo.com.br/gustavodourado
http://www.cordelcampina.cgonline.com.br/index_2.htm
http://www.ablc.com.br
www.ablc.com.br/cordeldavez/cordeldavez.htm
http://www.secrel.com.br/jpoesia/cordel.html
www.camarabrasileira.com/cordel.htm

Links para o artigo:

http://www.gustavodourado.com.br/Cordel%20do%20sert%E3o%20%E0%20contemporaneidade.htm
http://blogs.universia.com.br/cordel/2008/11/16/cordel-do-sertao-nordestino-a-contemporaneidade-da-internet/


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Agradeço a sua visita, colaboração, leitura e avaliação.
Qualquer sugestão, fico a disposição de vocês.
Obrigado
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 19/3/2009 22:33
Caro Gustavo,
com a publicação deste trabalho você dá uma importante contribuição para a pesquisa literária brasileira

Zacarias Martins · Gurupi (TO) · 20/3/2009 15:42
Ilustre Confrade Gustavo Dourado. Bela fonte de cultura sobre a literatura de cordel. Parabéns. Está votado

João Gomes da Silva · Gurupi (TO) · 20/3/2009 15:48
Caríssimo cordelista, poeta, escritor Gustavo Dourado,
Estou deveras abismado e feliz com a sua qualidade de escritor, historiador e pesquisador.
Meus parabéns e muito grato por conhecê-lo virtualmente.
Em breve irei a capital federal e nos conheceremos.
Um abraço fraterno.
Arimatéia.
www.arimateia.com

Arimatéia Macêdo · Gurupi (TO) · 20/3/2009 16:56
Belo trabalho de pesquisa, Gustavo.

A trajetória do cordel é mesmo muito rica.

Abs. do Parreira

Claudio Parreira · São Paulo (SP) · 21/3/2009 13:01
Que aula, meu amigo!!
Obrigada e parabéns. Com meu voto, é claro.
Beijos,
Márcia

Márcia Sanchez Luz · Araras (SP) · 21/3/2009 16:03
Gustavo, parabéns! Vale a pena continuar aprofundando o tema, dado ser o cordel uma das nossas mais ricas expressões literárias.
Abraço,
Viegas

Viegas Fernandes da Costa · Blumenau (SC) · 23/3/2009 11:23
Cordel: do sertão nordestino à contemporaneidade da Internet Por Gustavo Dourado.

Desde que conheci a alguns anos o Escritor Cordelista Gustavo Dourado, eu sempre lhe falo:
Quem for bom Brasileiro e Poeta, e não conhece o Mestre Gustavo Dourado, bom Brasileiro não é, como aquela melodia cantada , que não me recordo o nome do cantor.
Este nome da nossa Literatura atual, é um marco dentro da nossa história, onde os nossos filhos e netos vão ter orgulho de conhecer e aprender o Cordel dentro do ensino escolar, pois são ás raízes do nosso Brasil, por quem sabe o que faz.
Meu voto foi o 3.
Efigênia

Efigênia · Balneário Camboriú (SC) · 4/5/2009 16:59
Mestre Gustavo. Obrigado por mais esta aula de Literatura.

Abraços!

Betusko · São Paulo (SP) · 4/5/2009 17:00
Caro Gustavo, por algum motivo, perdemos a edição desse texto. Votamos agora, Pedro e eu. Abraços, Tânia.

Tânia Du Bois · Itapema (SC) · 4/5/2009 17:20
Gustavo, uma enciclopédia sobre o Cordel. Centro de estudos para os amadores deste exercício.

Aprovado e votado

Theo

theodeamarante · Portugal · 4/5/2009 18:43
Parabéns pelo artigo. Uma importante referência que com certeza vai durar, pela riqueza, como o cordel.

Abs e votos

Pedro

Pedro Menezes · São Paulo (SP) · 4/5/2009 19:44
Pedro Menezes, Theo, Tânia e Pedro Dubois, Betusko, Efigênia, Viegas, Márcia,
Cláudio, Arimatéia, João, Zazarias:
Agradeço a gentileza e incentivo...
Grande abraço
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 4/5/2009 21:27
Oi, querido. Li e achei uma aula, das melhores, sobre cordel.
Tomei a liberdade de copiar o texto, colar num word e arquivar no meu comput pra ler com mais vagar e consultar vez por outra. Sou contadora de histórias e esse seu artigo vai me ser de grande ajuda pra entender melhor este universo. Parabéns! Explicadíssimo!
Bitokitas iluminadinhas junto com meu voto, smack!

Elza Fraga · Rio de Janeiro (RJ) · 5/5/2009 01:08
Uma verdadeira aula sobre o cordel. Gustavo como sempre você nós surpreende como os seusconhecimentos.
Parabens por este texto.





osmar bispo · São Paulo (SP) · 5/5/2009 21:45
Eu já havia lido e até apresentei aos meus alunos no Pós-Graduação em Letras do UNICS. Amaram sua aula de Literatura. Obrigada meu amigo. Já votei! Com muito gosto!
Abraços

Lucy Nazaro · Palmas (PR) · 6/5/2009 00:46
Que beleza parabens !!!

Movimento Literario Beco dos Poetas e Escritores · São Paulo (SP) · 6/5/2009 01:30
Gustavo.
Que belo trabalho de pesquisa num texto primoroso. para ser lido e relido. Uma aula para se arquivar na mente e no coração.
Grande trabalho, com a marca do seu talento
Parabéns
Abraços
Noélio

Noélio A. de Mello · Belém (PA) · 6/5/2009 09:06
Oi Gustavo, acho interessante seu empenho em disponibilizar esse tipo de informação. Tenho percebido a quantidade de temas que o movimenta a escrever sua literatura de cordel, tão diferente do que eu faço. Se tiver interesse, meu conto "Uma parte pudenta" foi publicado. Um abraço, Vinicius.

--- · Teresópolis (RJ) · 12/5/2009 21:26
Caro Gustavo: Li seu completo trabalho: Cordel: do sertão nordestino à contemporaneidade da Internet, e gostei muito. Aqui na nossa região da Ribeira do Acaraú, poucos conhecem a Literatura de Cordel com esse nome. Mas se falar em Romance todos entendem. Gostaria de citar aqui um famoso cordelista cearense, radicado em São Paulo. Trata-se do meu amigo Costa Senna. Nos seus trabalhos ele deve ser citado. Abraços do Vicente Freitas.
vincentfreitas@ig.com.br
www.vicentefreitas.blogspot.com

Vicente Freitas · Bela Cruz (CE) · 14/5/2009 12:45
Vicente:
Obrigado
Vou citá-lo na próxima atualização.
O universo do Cordel é grandioso e por mais que saibamos e pesquisemos sobre o assunto sempre vai faltar algum nome e ficar lacunas a serem preenchidas.
Caso queira me enviar algo dele e biografia, agradeço.
Ah!...Se possível, avalie e dê o seu voto no texto em pauta.
Quando for necessário votarei nos seus textos.
Conte comigo.
Abs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 14/5/2009 16:00
Gustavo o seu trabalho dignifica este nosso sentir brasileiro!Bjs e Sucesso sempre!

Nina Araújo · Campo Grande (MS) · 17/5/2009 18:32
Nina:
Agradeço a leitura e avaliação...
A sua leitura é importante para mim...
Em futura atualização incluirei novos nomes de cordelistas.
Tudo de bom
Bjs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br


gustavodourado · Brasília (DF) · 17/5/2009 20:04
Poeta Gustavo,
Hoje 18 de maio é o seu aniversário.
Meus parabéns e que Alláh, o Clemente, o Misericordioso, lhe traga muita paz e sabedoria para continuar vivendo e escrevendo.
Um abraço fraterno.
Arimatéia.
www.arimateia.com

Arimatéia Macêdo · Gurupi (TO) · 18/5/2009 06:11
Poeta Arimatéia:
Agradeço por tudo...
Valeu a lembrança...
Retribuo os seus votos com paz, amor, saúde e prosperidade...
Que a poesia esteja sempre presente em sua vida...
Grande abraço
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 18/5/2009 09:51
Excelente colaboração...MUita paz para vc caro escritor

theresa russo · Fortaleza (CE) · 22/5/2009 21:48
Theresa:
A sua visita é muito preciosa...
Fico-lhe muito grato...
Valeu a sua leitura, atenção e gentileza...
Tudo de bom
Beijus
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 22/5/2009 22:43
Querido amigo Gustavo
Você é sempre brilhante. E digo isso porque acompanho seu trabalho há bastante tempo.
Pesquisa e um trabalho enriquecedor.
Parabéns.
Votei e curti imensamente a leitura.
Abraços
vânia Moreira Diniz

Vânia Moreira Diniz · Brasília (DF) · 23/5/2009 00:44
Gustavo,
Parabéns pela contribuição a cultura brasileira. Muito bom!

Fátima Cerqueira · Juiz de Fora (MG) · 23/5/2009 08:59
Vânia e Fátima:
Meu especial agradecimento a vocês...
Valeu a l eitura e o incentivo...
Bjs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 23/5/2009 15:54
Obrigado, Gustavo, por nos oferecer essa verdadeira aula sobre a rica cultura do Cordel.
Abs,
César

César Birindelli · São Paulo (SP) · 24/5/2009 15:47
Muito bom, meus parabéns! Merece muitos votos! Um abraço!

YOYO · Rio de Janeiro (RJ) · 24/5/2009 23:13
Excelente artigo, obrigada pelo aprendizado que obtive com ele! beijo

Tania Montandon · Belo Horizonte (MG) · 25/5/2009 14:54
Tânia, Yoyo e César:
Agradeço a vocês pela leitura e incentivo...
Tudo de bom
Saúde
Prosperidade
Abs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 25/5/2009 15:21
Parabéns pelo trabalho. Votado!

TõeRoberto · João Pessoa (PB) · 26/5/2009 07:08
TõeRoberto:
Agradeço a sua leitura e avaliação...
Valeu o incentivo...
Abs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 26/5/2009 10:08
Prezado Amigo GUSTAVO DOURADO,

Parabéns pela pesquisa. Apesar de agora vivermos em Cidades diferentes e tão distantes, continuo acompanhado sua incansável luta em prol da Cultura do nosso povo, em especial o Cordel, reconhecidamente uma de nossas maiores riquezas. Continue sua caminhada nos enriquecendo com de valiosa sabedoria.

CINEN DE SOUSA


Cinen de Sousa · Teresina (PI) · 10/9/2009 15:54
Cinen de Souza:
Raimundo Hemetérios...
Agradeço a sua atenção, leitura e incentivo...
Mantenha contato...
Abs
Gustavo Dourado
Meu email:
gustavodourado@yahoo.com.br
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 11/9/2009 15:29
Excelente,o seu trabalho sobre a literatura de cordel.Como sabemos, é o cordel um veículo de informação,ainda hoje,para muitas gentes dos nossos sertãos.Parabéns.

Cezar Ubaldo · Feira de Santana (BA) · 26/9/2009 22:12
PARABENSGUSTAVOmeu pai era cantador de viola e cantava muito romances de cordel e recentemente minha filha estilista fez sua coleçao verão 2010 baseada em literatura de corde com o tema LAMPIAO E MARIA BONITA,portanto as coisas de nosso sertao estao estourando por aí...né?www.luqr.net[site de minha filha]beijos

JuliaBrito · Cabo Frio (RJ) · 11/12/2009 03:46
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